Thiago Azevedo PiresPsicólogo · CRP 05/83313
Para quem

Você não precisa de um diagnóstico para começar

Estas são algumas das experiências que mais chegam até mim. Não são listas de sintomas: são jeitos de viver que talvez você reconheça de dentro.

Burnout e esgotamento

Quando o trabalho fica maior que a vida

Começa devagar. Você responde uma mensagem fora do horário, depois outra. Leva o trabalho para o jantar, para o fim de semana, para a cama. Em algum momento, percebe que descansar já não descansa: as férias terminam e o cansaço continua lá, intacto.

Aí vem a parte mais confusa: você até consegue produzir, mas tudo custa caro demais. Coisas que eram simples viraram montanhas. O domingo à noite aperta o peito. E talvez exista uma culpa estranha, porque "tem gente em situação pior" e "era esse trabalho que você queria".

Na terapia, a gente não trata isso como um defeito seu de gestão de tempo. A gente olha para a relação que se formou entre você e o trabalho: o que ele passou a ocupar na sua vida, o que ficou sem lugar por causa disso, e o que você quer fazer com essa conta que não fecha.

Ansiedade

Quando o corpo vive no futuro

É viver sempre um passo à frente de si: a conversa que ainda não aconteceu, o e-mail que ainda não chegou, o problema que ainda nem existe. O corpo entende tudo isso como ameaça de verdade, e responde como tal: coração acelerado, mandíbula travada, sono leve, aquele nó no estômago que acorda com você.

De fora, às vezes ninguém percebe. Você funciona, entrega, sorri. Mas por dentro existe um esforço enorme e invisível só para atravessar um dia comum. E quando alguém diz "relaxa", a vontade é de rir, porque se fosse simples assim você já teria relaxado.

Na terapia, a ansiedade não é tratada como um inimigo a ser eliminado, mas como algo que diz respeito à sua vida concreta: o que está em jogo quando ela aparece, o que você sente que precisa proteger, o que parece grande demais para dar errado. Entender isso muda a conversa que você tem consigo.

Sentido de vida

Quando está tudo certo, menos você

Visto de fora, não falta nada: trabalho, relações, uma rotina que funciona. Mas em algum momento uma pergunta se instala baixinho: "é isso?". As coisas que antes davam gosto foram ficando automáticas. Você cumpre os dias mais do que vive os dias.

Esse tipo de inquietação costuma vir com vergonha, porque parece ingratidão. Então a pessoa empurra, se ocupa, troca de projeto, de cidade, de série, e a pergunta volta. Ela não é um defeito: é uma das perguntas mais humanas que existem, e merece mais do que respostas de aplicativo de frases motivacionais.

A abordagem existencial nasceu exatamente para esse terreno. Na terapia, a gente dá espaço para essa pergunta sem pressa de calá-la: o que perdeu o sentido, quando, em nome do quê. Não para encontrar uma resposta pronta, mas para você voltar a ser autor da própria vida, e não só passageiro dela.

Nenhum psicólogo sério promete resultado. O que eu posso garantir é presença, método e seriedade, sessão após sessão.

Se reconheceu em alguma dessas experiências?

Não precisa ter certeza de nada para dar o primeiro passo. Me chame no WhatsApp e a gente conversa sem compromisso.

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